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Câncer na infância: Conheça os tipos mais comuns da doença

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De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são registrados no Brasil a cada ano. Entretanto, o câncer em crianças e adolescentes é considerado uma doença rara – no mundo, apenas 3% do total de casos de neoplasias malignas acometem jovens de 0 a 15 anos e a maioria deles acontece na primeira infância.

O câncer infantil não possui causas totalmente conhecidas. O que se sabe é que ele é resultado de alterações nas células embrionárias em fase de crescimento, o que faz com que a evolução da doença ocorra de forma mais acelerada nas crianças do que em pessoas mais velhas.

O índice de cura do câncer pediátrico no Brasil é de cerca de 70%, sendo maior para alguns tipos da doença. Nesse cenário, o diagnóstico precoce tem papel fundamental, além do tratamento realizado em centros especializados.

Porém, nem sempre a doença é descoberta no estágio inicial, principalmente porque alguns sintomas – como febre persistente, manchas rochas pelo corpo, gânglios e dores nos ossos ou no abdômen – podem se confundir com outros males comuns na infância. Confira quais são os principais tipos de câncer na infância e conheça os sinais de alerta de cada.

Leucemia: câncer mais frequente em crianças e consiste no acúmulo de células imaturas do sangue na medula óssea, prejudicando seu crescimento e funcionamento, podendo atingir gânglios linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central, testículos e outros órgãos. Sintomas: palidez progressiva, cansaço além do normal, infecções de repetição, febre intermitente, sangramentos, manchas roxas, dores ósseas e aumento de gânglios linfáticos.

Tumores cerebrais: células alteradas que crescem em diferentes partes do cérebro, podendo comprometer os tecidos do órgão, mesmo se forem benignos. Os sintomas variam conforme a área onde estão alojados, podendo apresentar: choro excessivo, sonolência, apatia, dores de cabeça, vômitos com pressão, perda de equilíbrio, convulsões, paralisia, sinusite ou enxaqueca, queda no rendimento escolar, falta de atenção e dificuldades visuais.

Linfomas: doenças neoplásicas que atacam os gânglios linfáticos, pequenas estruturas que atuam na defesa do organismo. Podem ser de dois tipos: linfomas de Hodgkin e os não-Hodgkin (neste caso, atinge qualquer parte do corpo, principalmente tórax e abdômen). Sintomas: surgimento de nódulos de aumento progressivo em áreas como axilas e virilha, pescoço, tórax e abdômen; febre recorrente; dor e dificuldade para evacuar; falta de ar e tosse seca.

Neuroblastoma: tumor maligno de evolução rápida, que acomete o sistema nervoso simpático – agente de ações que mobilizam energia, permitindo a elaboração de respostas às situações de estresse, tais como o aumento da pressão arterial e a aceleração dos batimentos cardíacos. Pode afetar o fígado, os ossos e a medula óssea. Sintomas: febre, emagrecimento, aumento do abdômen, manchas no corpo e no rosto, dores ósseas, perda do controle da eliminação de fezes e urina, irritabilidade da criança e, em casos mais avançados, paralisia.

Tumor de Wilms: tumor renal maligno mais comum na infância. Em geral, afeta apenas um dos rins. Sintomas: a principal evidência é uma protuberância na barriga, além de presença de sangue na urina e aumento da pressão arterial.

Tumores de partes moles: tumores que surgem em tecidos localizados entre a pele e os órgãos internos, como músculos, tendões e gorduras – mais comuns nos músculos da cabeça e da região gênito-urinária, podendo afetar bexiga, próstata, vagina e locais próximos ao testículo. Sintomas: fortes dores, vermelhidão e aparecimento de massa. Porém, os sintomas variam muito. Se for localizado na musculatura da cabeça, pode afetar o cérebro e causar estrabismo (desvio dos olhos), vômitos e obstrução nasal.

Osteossarcoma: tumor ósseo maligno mais frequente em crianças e adolescentes, que geralmente afeta ossos longos, como o fêmur e a tíbia. Sintomas: dor, vermelhidão, inchaço e aumento de temperatura.

Retinoblastoma: tumor ocular mais comum na infância, que se origina na retina e afeta a visão. Sintomas: o chamado reflexo do olho do gato é o sinal mais característico – ele pode ser percebido na presença de um feixe de luz artificial ou de um flash. O reflexo será vermelho em crianças sadias. O tumor pode ocasionar aumento do olho (como se ele estivesse crescendo para fora), desvio, diminuição do campo visual, dificuldade para enxergar e sangramento.

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